Sou a menina que ri, a mulher que só olha, o menino esperto, a piscina que me afoga, o pássaro feio e mal, o pássaro que vem em bando.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
No lugar da fala havia um chapéu parado
Havia também uma bengala e um homem
Um homem que andava cabisbaixo
mas não pelo tormento de uma vida amarga
e sim por um mundo de ventania
Um homem mundo de ventania, chapéu e bengala
A fala do homem ventania não se desarrumava
não se calava com estrondos e chão vomitado
não doía como um soco na boca do estômago
a dor do homem mundo ventania, chapéu e bengala
era outra
A dor de quem morre estando cabisbaixo é a da pedra
a da pedra nos rins que articulavam falas descomunais
Um homem pedra nos rins, bengala e chapéu
um homem ventania e de mundo fantástico
que calça as dores nos olhos de uma garotinha
plena e de sóis nos ombros em dias de balanço
bengala, chapéu e ventania
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário